Como podemos mudar nossa personalidade

2010 março 27

(Condensado de várias fontes)

“Sinto muito! Mas, sou assim mesmo, e não posso mudar. Simplesmente terá de me aceitar como eu sou!” Expressões assim têm sido feitas, vez após vez, por um membro da família a outro, como desculpa ou justificativa para demonstrar certas características da personalidade que irritam, ou talvez até mesmo provem severamente a outros. Em especial, esta talvez seja a atitude mental dos alcoólatras ou dos que seguem um modo de vida homossexual

Mas, dá-se realmente que não é possível mudar de personalidade? A Bíblia indica que ela pode ser mudada. Para exemplificar, escreveu o apóstolo Paulo: “Naquele que me fortalece eu sou capaz de qualquer coisa.” (Fil. 4,13 – Moffatt) Por um lado, ele, em virtude deste poder, conseguiu suportar todo tipo de circunstância; sabia como passar com muito ou com pouco. E, ao examinarmos sua vida, verificamos que ele servia fielmente qual “apóstolo dos gentios”, embora amiúde sofresse espancamentos, uma vez foi apedrejado, três vezes sofreu naufrágio, passou um dia e uma noite nas profundezas, bem como sofreu ou enfrentou todo tipo de perigo. — II Cor. 11,22-27; Rom. 11,13.

Mais do que isso, Paulo conseguiu fazer radical mudança em sua personalidade. Antes de tornar-se cristão, tinha sido “blasfemador e perseguidor, e homem insolente”. Por causa disso, fala sobre si mesmo como tendo sido o ‘principal dos pecadores’. (I Tim. 1,12-16) Não obstante, ao tornar-se cristão, passou a ser tão exemplar que podia escrever: “Tornai-vos meus imitadores, assim como eu sou de Cristo.” — ICor. 11,1.

Não, isto não era fácil de se fazer. Paulo sofria conflitos internos, de modo que, as vezes, fazia coisas que não desejava fazer, e não fazia coisas que queria fazer. Mas suas fraquezas jamais conseguiram dominá-lo. E por isso que pôde exclamar neste respeito: “Graças a Deus, por Jesus Cristo, nosso Senhor!” (Rom. 7,13-25) Sim, não importava quão grandes fossem suas responsabilidades e privilégios de ser apóstolo dos gentios, ele tinha uma contenda. É por isso que ele também escreveu: “mas eu domino o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, quando eu tiver pregado aos outros, eu mesmo venha a ser reprovado.” (ICor. 9,27 – Peshito) Não resta dúvida de que, em ‘virtude do poder conferido por Deus’, Paulo conseguiu mudar sua personalidade.

E não foi apenas o apóstolo que conseguiu isso. Ele fala das mudanças de personalidade feitas por alguns em Corinto que se tinham empenhado em fornicação, idolatria, adultério, homossexualismo, roubo, etc. O que os habilitou a mudar? A religião que acabavam de encontrar. S. Paulo escreveu: “alguns de vocês já foram assim, mas fostes lavados, foram consagrados, foram justificados em nome de nosso Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.” (ICor. 6,9-11 – Moffatt) Similarmente, o apóstolo Pedro escreve a respeito de alguns que abandonaram tais hábitos. Tais cristãos, também, mudaram sua personalidade. — IPed. 4,3-4.

Daí, então, é de conhecimento geral que o povo, em geral, mostra muito pouco do amor altruísta, abnegado, mesmo os que pertencem à Igreja. Jesus, porém, disse que tal qualidade, o amor genuíno, assinalaria seus seguidores. (João 13,34-35) Para que isso fosse verídico, seus seguidores teriam de alterar sua personalidade, passando do egoísmo para o altruísmo.

Mas, hoje, há alguns que não concordam. A guisa de exemplo há certo professor adjunto de psiquiatria clínica da Universidade da Colúmbia Britânica, Canadá. Ele escreveu uma carta a destacada revista “fundamentalista”, publicada sob o título “Nenhuma Ajuda Para o Homossexualismo”. Nesta, objetava a um artigo adrede publicado nessa revista, no sentido de que o homossexualismo não era compatível com o cristianismo. Segundo ele, é demais esperar que a conversão ao cristianismo opere uma mudança na orientação sexual, passando da homossexualidade para a heterossexualidade. Referiu-se a alguns que insistiam que, no máximo, apenas 25 por cento das pessoas podem mudar, e citou certo psiquiatra evangélico inglês cuja experiência com 50 homossexuais o moveu a concluir: “Se alguém crê que a experiência da conversão removerá os desejos sexuais e levará a uma atração normal para com o sexo oposto, então está enganado…  Ainda me resta encontrar um único caso dum homem que se liberte deles através de meios espirituais.”

Por que tal contradição? Quem está errado? Não poderiam ser os apóstolos Paulo e Pedro, pois eles não só eram homens inteligentes e honestos, mas escreveram sob inspiração divina. A única conclusão que nos é possível é que os que insistem em que a conversão não resulta numa mudança de personalidade não usaram o tipo correto de “meios espirituais.” Em outras palavras, os professos crentes não se converteram ao cristianismo verdadeiro, genuíno e apostólico.

A Igreja declarou que desejos ou atrações homossexuais não são necessariamente pecaminosas em si mesmas. Eles são ditos “trantornos” no sentido de que são tentações para alguém fazer algo que é pecaminoso (isto é, o ato homossexual), mas tentações além do controle de uma pessoa não são consideradas pecaminosas. Por esta razão, enquanto a Igreja se opõe a tentativas de legitimizar atos sexuais entre pessoas do mesmo sexo, ela também oficialmente conclama respeito e amor por aqueles que têm atrações por pessoas do mesmo sexo.

Portanto a Igreja Católica se opõe a perseguição e violência contra os GLBT:

“O número de homens e mulheres que têm tendências homossexuais arraigadas não é ignorável. Esta inclinação, que é objetivamente um transtorno, constitui para muitos deles uma provação. Eles devem ser aceitos com respeito, compaixão e sensitividade. Todo sinal de discriminação injusta deve ser evitado. Essas pessoas são chamadas a levar a cabo a vontade de Deus em suas vidas e , se cristãos, a unir ao sacrifício da Cruz do Senhor as dificuldades que possam advir de sua condição.” (Catecismo da Igreja Católica – 2358)

Para aqueles que têm atração por pessoas do mesmo sexo, a Igreja Católica oferece o seguinte conselho:

“Pessoas homossexuais são chamadas à castidade. Pelas virtudes do auto-controle que ensinam-nas liberdade interior, muitas vezes com o apoio de amizade desinteressada, pela oração e graça sacramental, eles podem e devem gradualmente e resolutamente se aproximar da perfeição cristã.” (CEC – 2359)

Por que pode o cristianismo verdadeiro causar a mudança de personalidade, sem se levar em conta a natureza das falhas? Por um lado, porque o cristianismo verdadeiro inculca forte fé no Criador. Ele nos fez e tem o direito de nos dizer o que podemos e não podemos fazer. Outrossim, sendo o Soberano todo-sábio, justo e amoroso de nossa vida. Ele sabe o que é melhor para nós. A fé nele nos habilitará a adotar Seu conceito sobre este assunto, e sua Palavra torna bem evidente que Ele considera o homossexualismo como crasso pecado. — Veja Gênesis 19,1-29; Levítico 18,22; 20,13; ITimóteo 1,8-11; Judas 7.

Assim, desde o primeiro passo, é preciso aceitar o conceito de Deus de que tal prática é má e obedecer à ordem de Deus de ‘odiar o que é mau’ (Sal. 97,10) Assim como um ex-alcoólatra tem de “odiar” o efeito inebriante da bebida alcoólica, se há de continuar liberto do seu vício, assim também aquele que certa vez era homossexual “odeia” sua anterior orientação sexual. Para conseguir fazer isto, precisa acatar outro conselho: “Em vez de serem moldados por este mundo, tenham suas mentes renovadas, e assim transformados na natureza, capazes de fazer qual seja a vontade de Deus, ou seja, o que é bom, aceitável e perfeito para Ele.” (Rom. 12,2 – Moffatt) Isto requer alimentar a mente com a Palavra de Deus, nos ensinos da Igreja e pensar sobre as idéias corretas. (Mat. 4,4; Fil. 4,8) Sim, com a ajuda da Palavra e Espírito Santo de Deus, as pessoas podem despojar-se da velha personalidade e se “revestir da nova personalidade, que [é] criada segundo a vontade de Deus”. — Efé. 4,22-24; Col. 3,8-10.

Deus também proveu o meio da oração. Jesus nos disse que, se orarmos com fé, nossas orações serão respondidas. (Mat. 21,22; Luc. 11,13; Zac. 4,6) Ademais, a Palavra de Deus também provê os padres e religiosos para nos ajudarem. — Gál. 6,1; Tia. 5,14-20.

Os fatos revelam que estes “meios espirituais” ajudaram homens e mulheres a libertar-se atualmente do homossexualismo, assim como fizeram nos tempos apostólicos. O verdadeiro cristianismo fornece tanto a motivação como as ajudas que habilitam pessoas a fazer mudanças de personalidade, tudo para a glória de Deus e para a bênção delas mesmas e daqueles com os quais elas se associam.

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